Só quero o que for meu: o caco, o nicho,/lá onde fura a noite a estrela-bicho. ("Culpe o vento".)

sábado, 23 de janeiro de 2016

UBALDO



Que nem Pedroso, quase traio a vocação
e um lagarto me sorriu com mofa
na soalheira, eu pisando a areia fofa
da tua Itaparica de ilusão.

A real, a tal, pra mim nunca foi tão
− e até me referia com galhofa:
“A mais feia do mundo!” Ó farofa,
de quem do mundo só conhece o vão

que vai do seu aqui ao longe perto,
e ainda é sem Berlim, é sem deserto,
para entender por que não pode a ponte

ligando a ilha ao seu não-ser-mais-ilha:
“Não vai ser coisa boa, minha filha!”
Uma voz cava adverte o horizonte.


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