Só quero o que for meu: o caco, o nicho,/lá onde fura a noite a estrela-bicho. ("Culpe o vento".)

domingo, 3 de janeiro de 2016

A CRISTO MORTO

Não me apetece a carne da morte que é eterna.
(Desaparecer, para sempre, um dia eu hei de.)
O que me dobra e verga, da cabeça à perna,
é o fim descomunal da eternidade em Ti.

Nauro Machado. In: MACHADO, Nauro. Antologia poética. Rio de Janeiro: FBN/IMAGO/UMC, 1998, p. 232.

Nenhum comentário:

Postar um comentário