Só quero o que for meu: o caco, o nicho,/lá onde fura a noite a estrela-bicho. ("Culpe o vento".)

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

SONETO DO OURIÇO

O mundo, por um,
por um orifício,
parece difícil.
Melhor o debrum...

Não vê: toda a vida
se vai no serviço
do ouro, do ouriço,
que entanto oxida.

Se julgam preguiça,
ou só avareza
(embora a certeza

que assim ele enguiça
no seu mecanismo!)
− o mar é cinismo.

(De "Lume Cardume Chama".)


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